
you and I should meet.

Ultimamente eu tenho pensando em tantas coisas, coisas que me agradam, e muitas que não.
Não gosto desse meu jeito de ficar pensando em tudo, em todas as conseqüências, em benefícios, em resultados, não gosto nem um pouco dessa "pré-ocupação", muito menos da ansiedade.
Gosto muito de escrever o que sinto, e mais ainda quando sou bem sucedida.
Gostaria de aprender a dizer isso tudo, olho no olho.
Não gosto da covardia, não gosto do nó na garganta, das borboletas no estômago.
Não suporto mentiras, e muito menos de ter que fazer uso delas.
Gosto sim de sinceridade, mesmo que esta cause hematomas.
Nunca gostei de me sentir enganada, não gosto da falsidade e nem do fato de já ter (infelizmente) aprendido a conviver com ela.
Gosto dos meus amigos, gosto da minha família, do meu cachorro, mas também gosto (as vezes) da solidão.
Gosto da paixão, apesar de esta ser incompreensível. Gosto de dormir de conchinha, de abraço forte, de me sentir em paz, e suficientemente feliz, afinal, quando a felicidade é demais o santo desconfia.
Gosto muito de coca-cola e chocolate mas aprendi a apreciar a comida saudável.
Não gosto de ficar esperando, porque começo a roer as unhas ou coçar as pernas.
Não gosto de egocentrismo, apesar de gostar de escrever sobre mim. E é aí que me torno contraditória (mas ainda não encontrei algum problema em assim ser).
Gosto de música alta, de vento no rosto, de frio e calor humano, de chuva e do cheiro bom que ela tem. Gosto de Renato Russo, Rodrigo Amarante e todos os barbudos que me lembrem eles. Gosto de nem sempre combinar o que uso. Não gosto de correria, nem do meu cabelo, nem das minhas espinhas.
Gosto desse blogger quando não tenho com quem conversar, e falando nisso não gosto de quem só está presente quando tem algumas mil coisas ou problemas pra te contar, porém jamais está presente pra te escutar.
Gosta de sonhar.
Sonho em abraçar um chimpanzé, em escrever um roteiro para um filme maravilhoso, de ter uma música escrita para mim e em visitar a Europa.
Gosto mesmo de sonhar.
Gosto de ouvir, gosto de sorrir (espontaneamente, que fique bem claro).
Gosto de poder ser do jeito que gosto de ser,
mas adoro ainda mais a idéia de poder mudar sempre, afinal, não gosto de cotidiano, muito menos, de mesmices.
(quem perguntou, afinal? haha)

Essa semana morreu um dos caras que esteve ativamente presente na minha infância e início da adolescência. Patrick Swaize foi um dos homens que mais assisti na minha vida, atuando em Dirty Dancing (eu tinha a fita - aliás, ainda tenho - e assistia esse filme quase toda semana). Hoje resolvi assistir a cena final desse filme, aquela que sempre me causava grande euforia, e comecei a pensar no porque, de este filme me atrair tanto.
Tem dias que ela é triste, tem dias que é delícia. Hoje, é pensar. Já repararam que é no meio de tempestades (não literais, mas da vida) que surgem as maiores inspirações para escrever e expressar sentimentos.
Uma "discussão" na noite de ontem aguçou minha vontade de escrever alguns devaneios por aqui; a frase "eu tenho uma BMW" fez com que minha pessoa parasse e refletisse.
Eu quero, eu quero, eu quero e pronto! Eu tenho "querido" tanta coisa ultimamente que tenho percebido esse lado mimado da vida, de ficar querendo um zilhão de coisas. Parece que são tão difíceis de alcançar. E olha que esses meus desejos não são palpáveis (quer dizer, as vezes sim), não são materiais, não se compram no Imperatriz e nem em nenhum comércio desta localidade.