terça-feira, 19 de janeiro de 2010


you and I should meet.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

-isso também se chama amor.

Como milhares de músicas que marcaram, e fazem parte de minha vida, hoje, descobri um sentido muito especial para uma delas. A história, foi escrita há alguns bons anos atrás por um menino com quem eu namorei, e por meu amigo Pablo (grande amigo diga-se de passagem).
Desde a primeira vez que a ouvi - tocada no violãozinho por duas vozes tímidas - até hoje ela me causa emoção, arrepio e bem-estar. Até então a letra soava para mim como uma história de amor, mas hoje, em um momento bem íntimo de nostalgia, percebo que esta música, me falava sobre amizade (talvez para quem escreveu não, mas nesse momento ela me apareceu com esse novo sentido, e por estar associada a momentos maravilhos junto à pessoas que construíram uma fase da minha vida, e que quero tão bem - a partir de hoje, é esse sentido que ela sempre terá).
Há muito que desejo escrever sobre/para meus amigos. É uma díficil missão. Mas o desejo vem de querer expressar o quão importante cada um deles foi, e continua sendo na minha vida. Alguns deles, o tempo tratou de afastar, mas cada reencontro é uma alegria diferente.
Tem um foi muito presente em alguns anos dessa tragetória. Com ele dividi momentos, músicas, colas e tarefas da escola. O único problema é que ele é paranóico, e nunca sei se está bravo comigo ou não (quando ele ler, saberá que é pra ele). Pra esse digo uma coisa: sinto imensa alegria de ouvir, mesmo que a quilômetros essa tua voz rouca, e de ti, só guardo coisas boas.
A namorada dele é outra, que ajudou a enfrentar diversas crises, com bom humor e sabedoria. Sinto muitas saudades e digo uma coisa: de ti, só guardo coisas boas.
Eu tenho uma amiga que é muito especial. Crescemos juntas, literalmente. Há cerca de 14 anos uma índiazinha e uma japinha se encontraram no jardim de infância e a partir daí nunca mais se desgrudaram. Foi uma bela história, acampamentos, paixonites, namorados, famílias e por aí vai. Hoje, aquela pequena índiazinha vai casar, e pra ela eu desejo todo o amor e felicidade do mundo, e dela, só guardo coisas boas.
Há um tempo atrás conheci um negão, que ao lado passei por poucas e boas. Depois de um ano de amizade verdadeira consegui um emprego para ele no mesmo departamento em que eu trabalhava. Foram quase dois anos de parceria, brigas e trilhões de gargalhadas. Negão, sinto tua falta e de ti, carrego muita coisa boa.
Ao longo do percurso, há uns cinco anos atrás, esbarrei em um grande baterista. Na época nem tão grande assim, mas com o passar do tempo suas técnicas músicais evoluíram muito, e nossa amizade também. Hoje, ele é um guri bem mais maduro, toca horrores, e eu admiro muito. Espero que essa amizade que hoje está tão forte (mais do que nunca, diria) continue assim, que ele tenha sua música reconhecia, e mais - dele, só guardo coisas boas.
Nessa lista, tem também uma atriz que mexeu comigo. Internet faz coisas, e foi atravéz de um fotolog que surgiu uma amizade real. Festas, confissões, segredos e admiração. Quanta história pra contar, quanta troca de figurinhas, quantos planos, quantas quantas. Menina, sabes que sou tua fã, e de ti, só guardo coisas boas.
Além do negão, tem um que é Black. Todo de preto, alto,magro, e uns 50 piercings na cara. Assim ele estava a primeira vez que o vi, e essa aparência tão exótica chamou a atenção. Depois de conhece-lo, vi que aquela armadura de malvado era apenas merchandising, e que por trás daquilo se escondia um espírito bom e evoluído. Proteção e confiança - assim é que te defino, e de ti só guardo coisas boas.
Tenho também, uma amiga peculiar. Ela apareceu em minha vida dois anos depois de meu nascimento. Não digo que nossas histórias sejam apenas flores, mas digo, que quero cultivar esse jardim. Nosso elo de ligação, com certeza absoluta, é inquebrável, e espero que, com o passar dos anos se fortifique cada vez mais. Essa amiga, a das covinhas nas bochechas - apesar de todas as diferenças e desentendimentos - é a amizade mais importante que tenho na vida. Como diria Pedro Bial, (irmãos) são a melhor ponte com o seu passado, e possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Míni, que tudo de ruim possa ser perdoado, e pra ti repito. De nossa história, só guardo coisas boas (o resto foi pro lixo).
Nos últimos tempos, novas amizades surgiram. Que estas, continuem sem prazo de validade, e daqui um tempo, eu volte aqui, pra escrever sobre elas também.
Mas o texto veio para aqueles que fizeram parte de uma história, de uma fase, de um tempo que se foi, passou. Sem órdem cronológica, sem distinções, sem mais nem menos.


Eu sei que é muito cedo pra tentar arriscar
(não vou deixar...)
Ainda temos muito tempo para melhorar
(tudo acabar...)
As coisas que aconteceram e tudo passou
(não vou deixar...)
Não vou deixar de lembrar do que ficou
(tudo acabar...)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

live, and let die.

Tem uma coisa que todo mundo escuta desde pequeno; "a única certeza que a gente tem na vida é de que um dia a gente vai morrer". Creio que faz muito sentido. A vida é um desafio, para todos. Não importa onde você nasceu, em que cidade, em que família, em que classe social. Não importa quem são seus amigos, quais são seus sonhos, quais são seus medos. Viver é um desafio. Conviver é outro, muito grande por sinal. Conviver com os obstáculos, com as perdas, com as decepções, com a falta de dinheiro, com a falta de oportunidades, com a falta, de amor.
Mas apesar de tudo, um dia a gente aprende. Aprende que com jeitinho as coisas se resolvem. Aprende que a dor-e-ou-o-sofrimento podem ser passageiros. Aprende a manha da vida. E segue. Mas pra isso, tem que ser forte. Tem que apanhar muito na cabeça. Tem que buscar garra em algo maior, energia positiva, não se deixar sair do caminho mais claro. Mas a gente também sabe, que, sometimes life is so hard, e sometimes, a barra é difícil de segurar.
Tem gente, que não segura.
As vezes acho que a terra recebe alguns anjinhos que não aprenderam a lidar com a dureza que é esse nosso mundinho. Acho que esses anjinhos, que tinham uma missão pra ser cumprida, foram fracos sim, mas não é por isso que essa falta de força denomina-se fracasso. Talvez, desilusão. Grande desilusão.
Com o mal, com a falta de amor talvez, ou compreensão.




À todos estes,
que encontrem o caminho da luz,
e encontrem uma chance de recomeçar,
em paz.
E que nessa próxima viagem, descubra
a beleza que é viver.


"Me lembro de você, e de tanta gente que se foi, cedo demais."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

'u like it?

Ultimamente eu tenho pensando em tantas coisas, coisas que me agradam, e muitas que não.
Não gosto desse meu jeito de ficar pensando em tudo, em todas as conseqüências, em benefícios, em resultados, não gosto nem um pouco dessa "pré-ocupação", muito menos da ansiedade.
Gosto muito de escrever o que sinto, e mais ainda quando sou bem sucedida.
Gostaria de aprender a dizer isso tudo, olho no olho.
Não gosto da covardia, não gosto do nó na garganta, das borboletas no estômago.
Não suporto mentiras, e muito menos de ter que fazer uso delas.
Gosto sim de sinceridade, mesmo que esta cause hematomas.
Nunca gostei de me sentir enganada, não gosto da falsidade e nem do fato de já ter (infelizmente) aprendido a conviver com ela.
Gosto dos meus amigos, gosto da minha família, do meu cachorro, mas também gosto (as vezes) da solidão.
Gosto da paixão, apesar de esta ser incompreensível. Gosto de dormir de conchinha, de abraço forte, de me sentir em paz, e suficientemente feliz, afinal, quando a felicidade é demais o santo desconfia.

Gosto muito de coca-cola e chocolate mas aprendi a apreciar a comida saudável.
Não gosto de ficar esperando, porque começo a roer as unhas ou coçar as pernas.
Não gosto de egocentrismo, apesar de gostar de escrever sobre mim. E é aí que me torno contraditória (mas ainda não encontrei algum problema em assim ser).
Gosto de música alta, de vento no rosto, de frio e calor humano, de chuva e do cheiro bom que ela tem. Gosto de Renato Russo, Rodrigo Amarante e todos os barbudos que me lembrem eles. Gosto de nem sempre combinar o que uso. Não gosto de correria, nem do meu cabelo, nem das minhas espinhas.
Gosto desse blogger quando não tenho com quem conversar, e falando nisso não gosto de quem só está presente quando tem algumas mil coisas ou problemas pra te contar, porém jamais está presente pra te escutar.
Gosta de sonhar.

Sonho em abraçar um chimpanzé, em escrever um roteiro para um filme maravilhoso, de ter uma música escrita para mim e em visitar a Europa.

Gosto mesmo de sonhar.

Gosto de ouvir, gosto de sorrir (espontaneamente, que fique bem claro).
Gosto de poder ser do jeito que gosto de ser,
mas adoro ainda mais a idéia de poder mudar sempre, afinal, não gosto de cotidiano, muito menos, de mesmices.


(quem perguntou, afinal? haha)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

it's the sun, it's the room, it's the sky


Tem coisas que mostram como a vida é realmente engraçada (tá bem, e complexa também). Tem dias tristes que te fazem refletir, tem a música que inspira e sempre carrega pra algum momento, bom ou não (geralmente bom), tem os sentimentos que são difíceis de entender, tem palavras que iluminam, e tem pessoas que aparecem e fazem tudo perder o sentido; sempre me perguntei se isso é bom ou ruim. Tem também muita coisa que acontece e faz com que o mundo vire de ponta cabeça e te pegue desprevenido sem saber o que fazer em uma segunda-feira de manha com um copo de café na mão e centenas de coisas acontecendo a teu redor em movimento devagar (pronto, divaguei). Perdida, eu diria. Bom, ás vezes é bom se perder um pouco...
As vezes, algumas situações me fazem escrever coisas que não fazem sentido pra absolutamente ninguém, só pra mim. Mas vez-em-quando é bom escrever/devanear, mesmo que estas linhas fiquem eternamente perdidas no cyberspaço sem que ninguém nunca as leia.
Olha, as vezes também acho que minha passagem por essa terrinha também é assim, tem coisas por aqui que não me fazem sentindo algum, e tem as coisas da minha cabeça que não fazem sentido para ninguém. Que paradoxo.
Tem vezes também que penso que nada do eu faço faz sentindo, para ninguém, muito menos à mim mesma.
Quero falar, mas calo.
Quero calar, mas falo.
Quero pensar, mas afasto.
É bom, mas não posso.
É ruim, mas está a disposição.
Muito complicado essa coisa de tomar decisões. Seria mais fácil ter uma opção do que fazer e pronto.
Acho que o maior problema nesse história toda é o mesmo que o de qualquer mulherzinha como eu. Amor assusta sim, não ele em si, mas toda a situação que ele traz consigo. E todas as diferenças entre as pessoas em um relacionamento, e toda a insegurança de e agora, o que vem pela frente? E também toda aquela coisa de, poxa, porque você não entende, e porque não pode ser assim, como eu sinto, e o que a gente sente prevalece, sem nenhuma interferência externa?
No final das contas, tem coisas que a gente não nasce pra entender, e tem coisas que a gente tem que quebrar a cara pra aprender, e tem coisas que só arriscando pra saber. Ui!
(ponto final)


Deixo a trilha, que não pára de tocar por aqui;

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

dele,

"Está tudo planejado:
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
se houver vento,
ou se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta;
está tudo planejado
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

time of my life;

Essa semana morreu um dos caras que esteve ativamente presente na minha infância e início da adolescência. Patrick Swaize foi um dos homens que mais assisti na minha vida, atuando em Dirty Dancing (eu tinha a fita - aliás, ainda tenho - e assistia esse filme quase toda semana). Hoje resolvi assistir a cena final desse filme, aquela que sempre me causava grande euforia, e comecei a pensar no porque, de este filme me atrair tanto.
Fácil, é como na vida.
Existe a burguesia, existem as regras a serem cumpridas, existem os pais super protetores, e existe a vontade de se disvincular de tudo isso, se aventurar, correr alguns riscos às vezes.
Aí aparece alguém que te remete a tudo isso, aparece algo que te oferece um mundo de opções. Aparecem as dúvidas existenciais, a repressão. Você se joga e surgem os problemas, os conflitos, as barreiras, mas do seu lado está sempre aquele cara (lindo, diga-se de passagem) que te oferece tudo que você espera.
No final de muita confusão, situações engraçadas, decepções (como imita a vida real) você, em um lindo final feliz, simplesmente... dança.


Assim eu também quero!
Descance em paz querido.



Assiste aqui :)

domingo, 30 de agosto de 2009

12:35

Deixa o amanhã, e a gente sorri.
E ao coração que teima em bater,
avisa que é de se entregar
o viver.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

verbo: de.va.ne.ar

[Chuva]
Tem dias que ela é triste, tem dias que é delícia. Hoje, é pensar. Já repararam que é no meio de tempestades (não literais, mas da vida) que surgem as maiores inspirações para escrever e expressar sentimentos.
Não aprendi a escrever bonito, nunca aprendi a falar muito bem de coisas que não sejam relacionadas ao que sinto, gosto de falar de mim, e isso muito me incomoda por soar muito egoísta.
Ultimamente ando reparando muito em atitudes, de outros, do tempo, do destino, do cosmos quem sabe.
Do primeiro, às vezes me chateia a falta de consciência, falta de respeito, e me questiono diariamente sobre eles. Será que algum dia entenderei os sentimentos alheios, quiçá, entender os meus.
Do segundo, sempre me faltou. Mas sabe, que ando desejando o tempo de formas diferentes nos últimos momentos. Pará-lo já não tem sido mais solução, só em casos muitos especiais (que me faltam na lembrança agora). Corre de vez, pra que tudo se resolva simplesmente.
E do terceiro, de ti destino tenho pouco a dizer. Tem sido grande amigo e demonstrado muitos artifícios para acreditar em ti.
De resto, não me prolongo. Escuto a chuva e deixo meus pensamentos com ela, livres, para escorrerem para o lugar que lhes convém, afinal agora é o que quero, que me saiam daqui, seja com a chuva, seja com o que for.


[música para dias de chuva: smashing pumpkings - stumbleine]

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Hoje percebi há quanto tempo não apareço por aqui...
tempo tempo tempo, que passa mais rápido do que deveria, que me escorre pelas mãos, que foge de mim brincalhão.
Como hoje também, ele me falta, deixo aqui algumas palavras.

Felicitá

Se todos os astros do mundo num certo momento caíssem no chão
toda uma série de estrelas, de poeira descarregada dos céus
mas os céus sem os teus olhos já não brilharão.
Se todos os homens do mundo levantassem a cabeça e saíssem voando, sem explicação
sem a sua bagunça, seu doloroso barulho não pulsaria a terra, pobre coração.
Me falta sempre um elástico pra segurar as calças de modo que
as calças no momento mais belo me caem no chão.
Como um sonho acabado, talvez um sonho importante um amigo traído,
eu também já fui traído, mas isso é outra canção.
No escuro do céu, cabeças brancas peladas as nossas palavras se movem cansadas,
balbuciamos em vão Mas eu tenho gana de falar, de ficar escutando.
Fazer papel de bobo, seguir fazendo tudo o que me der na telha, ou não
Ah! felicidade Em que vagão de trem noturno viajarás?
Eu sei que passarás
Mas como estás com pressa não paras jamais
Seria o caso de nadar, sem esquentar a cabeça deixar-se levar pra dentro de dois olhos grandes azuis ou não
E no afã de libertá-los atravessar um mar medieval, enfrentar um dragão estrábico
mas dragões, oh, baby, já não existirão
Talvez por isso os sonhos são assim pálidos, brancos e exaustos se rebatem a
través das antenas de televisão e voltam pra nossas casas
trazidos por senhores elegantes latrinas falantes, todo mundo aplaudindo,
não querendo mais não
Porém se este mundo é mera cartolina então pra sermos felizes,
bastaria um nada; bastaria um fio de música, quiçá
Ou não seria o caso de tentar fechar os olhos?

Chico Buarque

sexta-feira, 3 de julho de 2009

-aquela coisa...

Mas meu coração tá feliz, e meu lado mulherzinha acordou suspirando mais que o normal. Ao abrir meus olhos vi um um sorriso preguiçoso para mim. E já basta.
Já basta pra dar aquela alegria de acordar junto, aquela alegria de abraço comprido e sincero, aquela alegria de borboleta no estômago, aquela alegria que às vezes dói um pouquinho de tão grande...
Aquela coisa boa de pé encostando em baixo da coberta, coisa boa de rir horrores por coisas pequenas, aquela coisa boa de paixão mesmo, que te controla e ás vezes domina e ás vezes consome e ás vezes não acaba nunca.
Aquela delícia de vinho e frio, aquela delícia de barba na nuca, delícia de muito cobertor enrolado, aquela delícia de beijo demorado.
Aquela coisa que te viciou sem perceber, aquela dose diária de sustento, aquilo que não sacia e te faz querer mais e mais e mais e mais e mais...

terça-feira, 30 de junho de 2009

- simple life

Uma "discussão" na noite de ontem aguçou minha vontade de escrever alguns devaneios por aqui; a frase "eu tenho uma BMW" fez com que minha pessoa parasse e refletisse.
Primeiramente POR QUÊ? Por quê o status é tão importante para essa nossa sociedadezinha? Por quê impuseram em nossas cabeças que tendo um carrão, uma casa com piscina e que alguns mil(hões) nos fariam felizes?
Quando é que o consceito de SER prevalecerá sobre o de TER?
" eu tenho um Porche... eu tenho uma mansão em Nova York....eu tenho uma bolsa nova Vitor Hugo... eu tenho 37 pares de sapato Prada..."
EU! EU! EU!
O que mais você tem? Você tem paz na sua vida? Tem alguém que espere por você com um sorriso no rosto após um dia exaustivo? Tem amor no coração? Sente alegria verdadeira em ser aquilo que é?
Será que nossa terrinha conseguirá se desligar do meterial e do seu enorme ego, e finalemente dar valor às coisas que realmente valem à pena?
Eu espero que sim...
Sem hipocrisia agora; dinheiro é muito bom e eu também quero! Mas o sufiente para ter uma vida tranquila e em paz...
Que não façamos disto - o ter coisas - a razão da nossa existência, e que aprendamos a buscar um sentido real para nossas vidas.

"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Onde eu possa encontrar meu amigos,
meus discos e livros
e nada mais..."

terça-feira, 2 de junho de 2009

Insomnia

Insônia: condição caracterizada por dificuldade em pegar no sono, continuar dormindo ou acordar muito cedo pela madrugada. Pessoas com insônia podem apresentar cansaço e sonolência durante o dia, assim como dificuldade de atenção e concentração na escola e no trabalho. A insônia pode afetar pessoas de todas as idade.

Diário de uma insône: São aproximadamente uma da manha. Deito na cama fofinha e quentinha com pensamento positivo: "tenho certeza que vou conseguir dormir agora". Passam-se alguns (muitos) minutos. Rola para cá, para lá, ajeita a coberta, as vezes dá frio, as vezes calor. Abro os olhos, vejo a tv, fecho os olhos e tento novamente. Acho que consegui. E foi rápido, só uns 40 minutos depois de deitar.

- Acordei. Merda! Como é que eu fui acordar? Olho no relógio. São apenas três e meia da manhã. Filha de uma &*#@! Meu corpo dizia que já tinha descançado o suficiente, mas não. Eu preciso dormir mais. Preciso estar linda, leve e disposta às sete e meia.

- Levanto, dou uns beijinhos no namorado que por sinal também está alerta em frente ao computador em um jogo que por mais que eu tente não entendo nunca. Vou ao banheiro, lavo o rosto, faço xixi, dou umas voltinhas, volto pra cama. Agora eu vou dormir! Rola pra cá, rola pra lá, tira coberta, liga o aquecedor ageita o travesseiro. Olho pela janela e vejo na torre da Catedral; 04:35 da manhã... Car$%@#o! Assim não dá.

- Vou até a cozinha. Preparamos um chá de erva doce e bálsamo branco. "Ah, se eu não me acalmar agora não acalmo nunca mais." Volto pra cama, bebo naquela caneca imensa cerca de um litro de chá. Fico quentinha, o olho vai pesando e eu vou escorregando pela cama. "É agora!". Começa um filme na tv e o Tom Cruise deleta o efeito do chá no organismo. O filme é Jerry Maguire e o romance pastelão faz o coração disparar. E o sono, ir pro espaço...

- Meu jesus negão. Vou virar a noite acordada. Já são cinco e quinze. "more, vem deitar comigo..." Um aconchego sempre é bom para aquietar o coração. E lá vem ele, o namorado e o descanço. Quando estou quase pegando no sono ele fala comigo. Tudo bem, respondi. (Lá vou eu de novo) Quando começo a sonhar, outra brincadeirinha... Aiaiai, tudo bem tudo bem... Já são umas 6 e dez da manhã. Antes de fechar pela última vez os olhos, olho pela janela e o dia está clareando. Mas ele chegou, antes tarde do que nunca! O sono finalmente me derrubou.

- SUSTO! Sete e meia da manhã! O desgraçado do meu galo começa a cantar. Acordamos em um pulo. QUE DROGA, parece que dormi só cinco minutos. Mas não, já é hora de ir trabalhar. E lá fui eu... Cansada, e com sono...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu quero!

Eu quero, eu quero, eu quero e pronto! Eu tenho "querido" tanta coisa ultimamente que tenho percebido esse lado mimado da vida, de ficar querendo um zilhão de coisas. Parece que são tão difíceis de alcançar. E olha que esses meus desejos não são palpáveis (quer dizer, as vezes sim), não são materiais, não se compram no Imperatriz e nem em nenhum comércio desta localidade.
Eu quero sossego minha gente. Eu quero um final de semana inteiro com o celular desligado, quero dormir e acordar de conchinha nessa cabana. Quero erguer a cabeça e ver um marzão azul olhando pra mim. Eu quero friozinho gostoso pra tomar vinho na janela. Eu quero cafuné pra esquecer que tenho trezentas reportagens para fazer no trabalho e na faculdade. Eu quero risadas entre amigos pra esquecer do livro gigante que me espera. Eu quero compreensão. Quero que as pessoas me olhem e leiam o que diz este olhar. Quero andar devagar pela rua, sem pensar que em cinco minutos estarei atrasada. Quero minha carteira de motorista e um carro numa highway tocando todas as minhas músicas favoritas. Quero ir dormir as quatro da manhã e acordar as duas da tarde. Quero almoçar miojo e x-salada, sem me preocupar com os quilos a mais. Quero tomar cerveja com os amigos sem me preocupar com o horário de amanhã ou a possível ressaca. Eu quero festa boa todo dia, e namorado todo dia, e alegria todo dia. Eu quero realizar o meu atual sonho e quero que as pessoas apreciem ele também...
Eu quero...
Quero que querer seja poder, e assim seja, Em nome do pai, do filho, do espírito santo, AMÉM.


(Depois de 685 dias sem aparecer... voltei! Queria ter mais tempo para isso aqui),

segunda-feira, 11 de maio de 2009

- para a vazia tarde fria

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também."



[Oswaldo Montenegro - Metade]