segunda-feira, 8 de março de 2010
oito de março, dia da mulherzinha em mim.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Glosoli.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
-isso também se chama amor.
Desde a primeira vez que a ouvi - tocada no violãozinho por duas vozes tímidas - até hoje ela me causa emoção, arrepio e bem-estar. Até então a letra soava para mim como uma história de amor, mas hoje, em um momento bem íntimo de nostalgia, percebo que esta música, me falava sobre amizade (talvez para quem escreveu não, mas nesse momento ela me apareceu com esse novo sentido, e por estar associada a momentos maravilhos junto à pessoas que construíram uma fase da minha vida, e que quero tão bem - a partir de hoje, é esse sentido que ela sempre terá).
Há muito que desejo escrever sobre/para meus amigos. É uma díficil missão. Mas o desejo vem de querer expressar o quão importante cada um deles foi, e continua sendo na minha vida. Alguns deles, o tempo tratou de afastar, mas cada reencontro é uma alegria diferente.
Tem um foi muito presente em alguns anos dessa tragetória. Com ele dividi momentos, músicas, colas e tarefas da escola. O único problema é que ele é paranóico, e nunca sei se está bravo comigo ou não (quando ele ler, saberá que é pra ele). Pra esse digo uma coisa: sinto imensa alegria de ouvir, mesmo que a quilômetros essa tua voz rouca, e de ti, só guardo coisas boas.
A namorada dele é outra, que ajudou a enfrentar diversas crises, com bom humor e sabedoria. Sinto muitas saudades e digo uma coisa: de ti, só guardo coisas boas.
Eu tenho uma amiga que é muito especial. Crescemos juntas, literalmente. Há cerca de 14 anos uma índiazinha e uma japinha se encontraram no jardim de infância e a partir daí nunca mais se desgrudaram. Foi uma bela história, acampamentos, paixonites, namorados, famílias e por aí vai. Hoje, aquela pequena índiazinha vai casar, e pra ela eu desejo todo o amor e felicidade do mundo, e dela, só guardo coisas boas.
Há um tempo atrás conheci um negão, que ao lado passei por poucas e boas. Depois de um ano de amizade verdadeira consegui um emprego para ele no mesmo departamento em que eu trabalhava. Foram quase dois anos de parceria, brigas e trilhões de gargalhadas. Negão, sinto tua falta e de ti, carrego muita coisa boa.
Ao longo do percurso, há uns cinco anos atrás, esbarrei em um grande baterista. Na época nem tão grande assim, mas com o passar do tempo suas técnicas músicais evoluíram muito, e nossa amizade também. Hoje, ele é um guri bem mais maduro, toca horrores, e eu admiro muito. Espero que essa amizade que hoje está tão forte (mais do que nunca, diria) continue assim, que ele tenha sua música reconhecia, e mais - dele, só guardo coisas boas.
Nessa lista, tem também uma atriz que mexeu comigo. Internet faz coisas, e foi atravéz de um fotolog que surgiu uma amizade real. Festas, confissões, segredos e admiração. Quanta história pra contar, quanta troca de figurinhas, quantos planos, quantas quantas. Menina, sabes que sou tua fã, e de ti, só guardo coisas boas.
Além do negão, tem um que é Black. Todo de preto, alto,magro, e uns 50 piercings na cara. Assim ele estava a primeira vez que o vi, e essa aparência tão exótica chamou a atenção. Depois de conhece-lo, vi que aquela armadura de malvado era apenas merchandising, e que por trás daquilo se escondia um espírito bom e evoluído. Proteção e confiança - assim é que te defino, e de ti só guardo coisas boas.
Tenho também, uma amiga peculiar. Ela apareceu em minha vida dois anos depois de meu nascimento. Não digo que nossas histórias sejam apenas flores, mas digo, que quero cultivar esse jardim. Nosso elo de ligação, com certeza absoluta, é inquebrável, e espero que, com o passar dos anos se fortifique cada vez mais. Essa amiga, a das covinhas nas bochechas - apesar de todas as diferenças e desentendimentos - é a amizade mais importante que tenho na vida. Como diria Pedro Bial, (irmãos) são a melhor ponte com o seu passado, e possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Míni, que tudo de ruim possa ser perdoado, e pra ti repito. De nossa história, só guardo coisas boas (o resto foi pro lixo).
Nos últimos tempos, novas amizades surgiram. Que estas, continuem sem prazo de validade, e daqui um tempo, eu volte aqui, pra escrever sobre elas também.
Mas o texto veio para aqueles que fizeram parte de uma história, de uma fase, de um tempo que se foi, passou. Sem órdem cronológica, sem distinções, sem mais nem menos.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
live, and let die.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
'u like it?

Ultimamente eu tenho pensando em tantas coisas, coisas que me agradam, e muitas que não.
Não gosto desse meu jeito de ficar pensando em tudo, em todas as conseqüências, em benefícios, em resultados, não gosto nem um pouco dessa "pré-ocupação", muito menos da ansiedade.
Gosto muito de escrever o que sinto, e mais ainda quando sou bem sucedida.
Gostaria de aprender a dizer isso tudo, olho no olho.
Não gosto da covardia, não gosto do nó na garganta, das borboletas no estômago.
Não suporto mentiras, e muito menos de ter que fazer uso delas.
Gosto sim de sinceridade, mesmo que esta cause hematomas.
Nunca gostei de me sentir enganada, não gosto da falsidade e nem do fato de já ter (infelizmente) aprendido a conviver com ela.
Gosto dos meus amigos, gosto da minha família, do meu cachorro, mas também gosto (as vezes) da solidão.
Gosto da paixão, apesar de esta ser incompreensível. Gosto de dormir de conchinha, de abraço forte, de me sentir em paz, e suficientemente feliz, afinal, quando a felicidade é demais o santo desconfia.
Gosto muito de coca-cola e chocolate mas aprendi a apreciar a comida saudável.
Não gosto de ficar esperando, porque começo a roer as unhas ou coçar as pernas.
Não gosto de egocentrismo, apesar de gostar de escrever sobre mim. E é aí que me torno contraditória (mas ainda não encontrei algum problema em assim ser).
Gosto de música alta, de vento no rosto, de frio e calor humano, de chuva e do cheiro bom que ela tem. Gosto de Renato Russo, Rodrigo Amarante e todos os barbudos que me lembrem eles. Gosto de nem sempre combinar o que uso. Não gosto de correria, nem do meu cabelo, nem das minhas espinhas.
Gosto desse blogger quando não tenho com quem conversar, e falando nisso não gosto de quem só está presente quando tem algumas mil coisas ou problemas pra te contar, porém jamais está presente pra te escutar.
Gosta de sonhar.
Sonho em abraçar um chimpanzé, em escrever um roteiro para um filme maravilhoso, de ter uma música escrita para mim e em visitar a Europa.
Gosto mesmo de sonhar.
Gosto de ouvir, gosto de sorrir (espontaneamente, que fique bem claro).
Gosto de poder ser do jeito que gosto de ser,
mas adoro ainda mais a idéia de poder mudar sempre, afinal, não gosto de cotidiano, muito menos, de mesmices.
(quem perguntou, afinal? haha)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
it's the sun, it's the room, it's the sky

segunda-feira, 5 de outubro de 2009
dele,
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
se houver vento,
ou se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta;
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair"
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
time of my life;
Essa semana morreu um dos caras que esteve ativamente presente na minha infância e início da adolescência. Patrick Swaize foi um dos homens que mais assisti na minha vida, atuando em Dirty Dancing (eu tinha a fita - aliás, ainda tenho - e assistia esse filme quase toda semana). Hoje resolvi assistir a cena final desse filme, aquela que sempre me causava grande euforia, e comecei a pensar no porque, de este filme me atrair tanto.Fácil, é como na vida.
Existe a burguesia, existem as regras a serem cumpridas, existem os pais super protetores, e existe a vontade de se disvincular de tudo isso, se aventurar, correr alguns riscos às vezes.
Aí aparece alguém que te remete a tudo isso, aparece algo que te oferece um mundo de opções. Aparecem as dúvidas existenciais, a repressão. Você se joga e surgem os problemas, os conflitos, as barreiras, mas do seu lado está sempre aquele cara (lindo, diga-se de passagem) que te oferece tudo que você espera.
No final de muita confusão, situações engraçadas, decepções (como imita a vida real) você, em um lindo final feliz, simplesmente... dança.
Descance em paz querido.
Assiste aqui :)
domingo, 30 de agosto de 2009
12:35
terça-feira, 18 de agosto de 2009
verbo: de.va.ne.ar
Tem dias que ela é triste, tem dias que é delícia. Hoje, é pensar. Já repararam que é no meio de tempestades (não literais, mas da vida) que surgem as maiores inspirações para escrever e expressar sentimentos.Não aprendi a escrever bonito, nunca aprendi a falar muito bem de coisas que não sejam relacionadas ao que sinto, gosto de falar de mim, e isso muito me incomoda por soar muito egoísta.
Ultimamente ando reparando muito em atitudes, de outros, do tempo, do destino, do cosmos quem sabe.
Do primeiro, às vezes me chateia a falta de consciência, falta de respeito, e me questiono diariamente sobre eles. Será que algum dia entenderei os sentimentos alheios, quiçá, entender os meus.
Do segundo, sempre me faltou. Mas sabe, que ando desejando o tempo de formas diferentes nos últimos momentos. Pará-lo já não tem sido mais solução, só em casos muitos especiais (que me faltam na lembrança agora). Corre de vez, pra que tudo se resolva simplesmente.
E do terceiro, de ti destino tenho pouco a dizer. Tem sido grande amigo e demonstrado muitos artifícios para acreditar em ti.
De resto, não me prolongo. Escuto a chuva e deixo meus pensamentos com ela, livres, para escorrerem para o lugar que lhes convém, afinal agora é o que quero, que me saiam daqui, seja com a chuva, seja com o que for.
[música para dias de chuva: smashing pumpkings - stumbleine]
sexta-feira, 31 de julho de 2009
tempo tempo tempo, que passa mais rápido do que deveria, que me escorre pelas mãos, que foge de mim brincalhão.
Como hoje também, ele me falta, deixo aqui algumas palavras.
Felicitá
Se todos os astros do mundo num certo momento caíssem no chão
toda uma série de estrelas, de poeira descarregada dos céus
mas os céus sem os teus olhos já não brilharão.
Se todos os homens do mundo levantassem a cabeça e saíssem voando, sem explicação
sem a sua bagunça, seu doloroso barulho não pulsaria a terra, pobre coração.
Me falta sempre um elástico pra segurar as calças de modo que
as calças no momento mais belo me caem no chão.
Como um sonho acabado, talvez um sonho importante um amigo traído,
eu também já fui traído, mas isso é outra canção.
No escuro do céu, cabeças brancas peladas as nossas palavras se movem cansadas,
balbuciamos em vão Mas eu tenho gana de falar, de ficar escutando.
Fazer papel de bobo, seguir fazendo tudo o que me der na telha, ou não
Ah! felicidade Em que vagão de trem noturno viajarás?
Eu sei que passarás
Mas como estás com pressa não paras jamais
Seria o caso de nadar, sem esquentar a cabeça deixar-se levar pra dentro de dois olhos grandes azuis ou não
E no afã de libertá-los atravessar um mar medieval, enfrentar um dragão estrábico
mas dragões, oh, baby, já não existirão
Talvez por isso os sonhos são assim pálidos, brancos e exaustos se rebatem a
través das antenas de televisão e voltam pra nossas casas
trazidos por senhores elegantes latrinas falantes, todo mundo aplaudindo,
não querendo mais não
Porém se este mundo é mera cartolina então pra sermos felizes,
bastaria um nada; bastaria um fio de música, quiçá
Ou não seria o caso de tentar fechar os olhos?
sexta-feira, 3 de julho de 2009
-aquela coisa...
Já basta pra dar aquela alegria de acordar junto, aquela alegria de abraço comprido e sincero, aquela alegria de borboleta no estômago, aquela alegria que às vezes dói um pouquinho de tão grande...
Aquela coisa boa de pé encostando em baixo da coberta, coisa boa de rir horrores por coisas pequenas, aquela coisa boa de paixão mesmo, que te controla e ás vezes domina e ás vezes consome e ás vezes não acaba nunca.
Aquela delícia de vinho e frio, aquela delícia de barba na nuca, delícia de muito cobertor enrolado, aquela delícia de beijo demorado.
Aquela coisa que te viciou sem perceber, aquela dose diária de sustento, aquilo que não sacia e te faz querer mais e mais e mais e mais e mais...
terça-feira, 30 de junho de 2009
- simple life
Uma "discussão" na noite de ontem aguçou minha vontade de escrever alguns devaneios por aqui; a frase "eu tenho uma BMW" fez com que minha pessoa parasse e refletisse.Primeiramente POR QUÊ? Por quê o status é tão importante para essa nossa sociedadezinha? Por quê impuseram em nossas cabeças que tendo um carrão, uma casa com piscina e que alguns mil(hões) nos fariam felizes?
Quando é que o consceito de SER prevalecerá sobre o de TER?
" eu tenho um Porche... eu tenho uma mansão em Nova York....eu tenho uma bolsa nova Vitor Hugo... eu tenho 37 pares de sapato Prada..."
EU! EU! EU!
O que mais você tem? Você tem paz na sua vida? Tem alguém que espere por você com um sorriso no rosto após um dia exaustivo? Tem amor no coração? Sente alegria verdadeira em ser aquilo que é?
Será que nossa terrinha conseguirá se desligar do meterial e do seu enorme ego, e finalemente dar valor às coisas que realmente valem à pena?
Eu espero que sim...
Sem hipocrisia agora; dinheiro é muito bom e eu também quero! Mas o sufiente para ter uma vida tranquila e em paz...
Que não façamos disto - o ter coisas - a razão da nossa existência, e que aprendamos a buscar um sentido real para nossas vidas.
"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Onde eu possa encontrar meu amigos,
meus discos e livros
e nada mais..."
terça-feira, 2 de junho de 2009
Insomnia
Diário de uma insône: São aproximadamente uma da manha. Deito na cama fofinha e quentinha com pensamento positivo: "tenho certeza que vou conseguir dormir agora". Passam-se alguns (muitos) minutos. Rola para cá, para lá, ajeita a coberta, as vezes dá frio, as vezes calor. Abro os olhos, vejo a tv, fecho os olhos e tento novamente. Acho que consegui. E foi rápido, só uns 40 minutos depois de deitar.
- Acordei. Merda! Como é que eu fui acordar? Olho no relógio. São apenas três e meia da manhã. Filha de uma &*#@! Meu corpo dizia que já tinha descançado o suficiente, mas não. Eu preciso dormir mais. Preciso estar linda, leve e disposta às sete e meia.
- Levanto, dou uns beijinhos no namorado que por sinal também está alerta em frente ao computador em um jogo que por mais que eu tente não entendo nunca. Vou ao banheiro, lavo o rosto, faço xixi, dou umas voltinhas, volto pra cama. Agora eu vou dormir! Rola pra cá, rola pra lá, tira coberta, liga o aquecedor ageita o travesseiro. Olho pela janela e vejo na torre da Catedral; 04:35 da manhã... Car$%@#o! Assim não dá.
- Vou até a cozinha. Preparamos um chá de erva doce e bálsamo branco. "Ah, se eu não me acalmar agora não acalmo nunca mais." Volto pra cama, bebo naquela caneca imensa cerca de um litro de chá. Fico quentinha, o olho vai pesando e eu vou escorregando pela cama. "É agora!". Começa um filme na tv e o Tom Cruise deleta o efeito do chá no organismo. O filme é Jerry Maguire e o romance pastelão faz o coração disparar. E o sono, ir pro espaço...
- Meu jesus negão. Vou virar a noite acordada. Já são cinco e quinze. "more, vem deitar comigo..." Um aconchego sempre é bom para aquietar o coração. E lá vem ele, o namorado e o descanço. Quando estou quase pegando no sono ele fala comigo. Tudo bem, respondi. (Lá vou eu de novo) Quando começo a sonhar, outra brincadeirinha... Aiaiai, tudo bem tudo bem... Já são umas 6 e dez da manhã. Antes de fechar pela última vez os olhos, olho pela janela e o dia está clareando. Mas ele chegou, antes tarde do que nunca! O sono finalmente me derrubou.
- SUSTO! Sete e meia da manhã! O desgraçado do meu galo começa a cantar. Acordamos em um pulo. QUE DROGA, parece que dormi só cinco minutos. Mas não, já é hora de ir trabalhar. E lá fui eu... Cansada, e com sono...
