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quarta-feira, 13 de junho de 2012

declaração #2

Não é porque você e sempre foi o carinha mais bonito da cidade, com esse cabelo que voa e chama por minha mão 24 horas dia.
Não é porque me conquistasse do jeito mais bonito que nenhum outro jamais teria feito.
Não é porque concordamos em relação à música, cinema, literatura, política, cachorro e no jeito bom de viver.
Não é apenas porque esquentas meus pés, aguenta minhas manias de falar como criança, porque me levaste ao show do Los Hermanos ou porque preparas a melhor pipoca do mundo.
E porque... é porque é amor - e eu perdi a vergonha na cara.
É porque eu respiro esse sentimento desde a hora em que acordo até a hora em que vou me deitar. Desde o abrir até o fechar dos olhos.
É porque sou feliz como nunca, e tranquila.
É porque apesar de todos os traumas conseguiste resgatar meu sentir, meu entregar, minha pieguice (muito perceptível aqui) e meu sonhar.
É porque quero ter nossa casa com varanda, cachorro pela grama e um dia filhos no sofá.
É porque quero passar a teu lado tantos quantos aniversários merecermos.
É porque quero que tenhas por mim esse sentimento lindo até o fim de nossos dias, e que sei que por mim,
assim será.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

me curte?

Não me lembro exatamente como eram os relacionamentos interpessoais há uns cinco, seis anos. Não sei dizer exatamente tudo o que mudou neles, mas uma coisa lembro bem: éramos pessoas muito mais tranqüilas. E acredito que o fato de as pessoas hoje em dia estarem tão neuróticas na hora de lidar com os outros é a internet. Sim, a internet, que deixa essa gente tão ansiosa e sedenta por atenção.

Quando comecei a usar esta ferramenta não existia twitter, nem facebook, nem Messenger. Nos contentávamos, inocentemente, com ferramentas como Irc, que serviam de entretenimento. Porém, isso em grande parte dos casos acontecia somente depois da meia-noite, afinal nenhum dos meus amigos era rico para pagar o valor absurdo dos pulsos e suas mães não queriam o telefone de casa ocupado o dia inteiro para que sua cria trocasse bobagem com os amigos na internet.

Com a facilidade do acesso acho que algumas coisas tornaram-se um tanto quanto estranhas. Veja bem, quando a navegação era limitada o contato das pessoas era real. Nos ligávamos, trocávamos cartas e discos, marcávamos encontros e comparecíamos. As relações eram reais. Hoje, me pego rindo sozinha quando vejo a importância que as pessoas dão para as relações virtuais. Criam e perdem "amigos" como nunca. Perdem a personalidade, a confiança e o sono. Precisam ser correspondidas com urgência nessa interatividade vazia e passam do dia apertando F5 pra que isso aconteça. Se não acontecer... a frustração é homérica! Enquanto isso, os amigos em potêncial que deveriam ter correspondido deixam de tornar-se interessantes tão rápido quanto a média de vídeos enviados para o youtube por minuto.

‘Se ninguém curtir meu link no facebook corto os pulsos... Se você não responder minha mensagem no Msn é porque não gostas mais de mim... Se não citares meu nome na timeline junto com o das outras pessoas dou piti até virar do avesso.’

Oi gente? Não é através dos bites que você vai construir uma amizade, um namoro, ou qualquer que seja o relacionamento. Isto é muito pouco para criar laços. Sem hipocrisia, também passo grande parte do meu dia em frente ao computador e das redes sociais, mas acho que sei lidar de uma forma saudável com isso. Meu único protesto com isso tudo é que valorizemos um pouco mais aquilo que realmente tem valor, afinal, um Alô bem feliz, um abraço bem apertado, um encontro com os amigos, um bilhete escrito à mão, um sorriso visto nos olhos... estas são coisas que realmente não tem preço.

né? :)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

perder,

Em um período de apenas dois meses acho que aprendi algumas coisas sobre o verbo ‘perder’. Coisa que trafegava distante de meu cotidiano hoje se faz tão presente que vejo por todos os lados... na casa – no momento inabitável -, no sono que não vem, na saudade que não passa, na preocupação que me faz comer o canto das unhas e dedos, no futuro que, por pouco, assusta.

Perdi tudo que existia dentro de minha residência. Aquele canto que me alentava, que guardava minhas memórias, meus livros, minhas fotos, meus CDs valiosos deixados de herança e milhões de coisinhas mimosas que fazem parte do meu passado foi levado pela água e tomado pela lama. Hoje, completamente vazia, está ocupada por um nada que não lodo, pó e sujeira.

Já não tem mais cozinha, não tem mais sala, não tem mais banheiro, já não tem tanta paz.

Em meio a toda esta destruição poderia estar desesperada, inconsolável, desanimada, não fosse pelo fato de que há pouco aprendi o que é perder aquilo que realmente tem valor. E essa dor não se iguala(!).

Eu via minha avó por todos os cantos daquela casa. Na cozinha me preparando guloseimas, na sala xingando a televisão, na rua regando as plantas ou em qualquer outro cômodo para o qual me locomovesse. Sei que depois de toda essa ‘lama e caos’ a casa não será mais a mesma. Felizmente temos forças e condições suficientes para nos reerguer. As coisas, são apenas coisas. O que foi perdido pode ser novamente comprado. Menos, a presença dela. E mesmo que toda mobília seja renovada, que toda a casa seja reformada, tenha as paredes pintadas e esteja novamente perfumada, ela, ainda vai estar lá.


No domingo enquanto retirava a lama do chão e paredes, lembrava que naquele exato dia comemorarias 70 aninhos, e se toda esta ‘grande perda’ não tivesse se instalado entre nós, felizes, comemoraríamos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

desabafo.

Engraçado, logo cedo descobri que hoje é o dia da avó/avô, logo hoje... Logo hoje que se completa uma semana que minha avó se foi.

Tem sido difícil vózinha. Os dias até que andam bem, grande parte das pessoas ao meu redor têm sido queridas, têm sido generosas, atenciosas. Não tenho me sentido tão triste enquanto o sol está a pino e a cabeça está a mil com coisas do trabalho. O problema é chegar em casa. Quando abro o portão quase que grito como sempre fiz; "Oi vó!", quase abro sua porta com nenhuma delicadeza e te faço pular no sofá. Quase vejo nós duas rindo do susto que levaste, e quase tomamos um café juntas... te conto meu dia enquanto mimas a Vitória com pedaços de pão com margarina.
Quando deito na cama, tudo piora, e as lembranças ficam ainda mais nítidas. Ontem tentei ler, e lembrei de como ficavas orgulhosa de abrir a porta do meu quarto sem bater e me ver deitada na cama devorando um livro ou outro. Não falavas nada, apenas sorria.
Lembro tão fortemente de como cantávamos vez-em-quando; "Teresinha de Jesus, numa queda foi ao chão..." Eu cuidava de cantar a primeira estrofe e você, a segunda.
Tua presença é extremamente viva nesta casa, ao menos para mim. Teus móveis estão aqui, algumas das tuas roupas estão em mim, alguns temperos e segredos estão em nossa comida e teu amor está em nós. Mas mesmo que tudo se vá, o último para sempre permanecerá.
Difícil lidar com essa coisa de perder. Você sabia que eu nunca tinha vivido isso, e como está sendo duro ter que aprender sentindo tua falta.
Hoje na missa, odiei todas as pessoas que estavam acompanhadas de suas avós, porém logo lembrei, que uma igreja não é lugar para ódio e sim, amor - apesar de não frequentá-las, aprendi muito sobre igrejas com você - e quando deixei de lado aquela inveja, me culpei por nunca ter te levado a uma missa especial de avós.
Me culpei por não ter ficado um pouco mais com você na última noite no hospital e por não ter te dito Eu te amo mais uma vez.
Eu te amo.
E espero que onde quer que estejas, escute eu te dizendo e te repetindo isto todas as noites, e todas as manhãs, e todas as vezes que lembro de ti ao longo do dia... e todas as vezes que vou lembrar.
Fica com Deus.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

sentou-se passivamente a espera do entrevistado,
recostou a cabeça na parede fria,
sentiu os olhos queimando, eram lágrimas que preenchiam aquele olhar vazio.
Nada pessoal, nada pessoal,
sabia que era o cansaço que lhe derrubava o corpo
e angustiava a mente.
Levou a ponta dos dedos até os olhos, e pressionou com precisão.
Avistou o senhor grisalho aproximando-se,
engoliu a tristeza,
simpática, sorriu.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

-something

Tão piegas voltar aqui para falar da vida, tão clichê. Mas ao mesmo tempo penso que não existe nada mais bonito para se abordar, afinal, essa coisa intitulada "sua vida" é tão multi facetada e por isso consegue ser sempre tão encantadora.
Digo, em todos os sentidos, afinal, o sofrimento também é belo. Ah, que seria das almas artistas (como ando ouvindo por aí) se não fosse ela, essa dor que faz transbordar.
Que seria deste tão empoeirado blog que me abre sinceros caminhos em momentos da mais perfeita reflexão, digo, não perfeita, quem sabe profunda.
Penso na dor, e vejo que talvez seja ela apenas um portal de entrada. Para o que há de vir.
Penso e insisto que esse oquehádevir é sim um hádevir lindo, feliz, porque não?
Porque sim.
Porque estas coisas universais que posso até apelidar de vibrações me dizem que sim, porque estes filmes maravilhosos me dizem que sim, porque estas músicas maravilhosas me dizem que sim, até o cheiro do restinho de vinho que já azedou ao lado da cama me diz sim.
E eu concordo. Eu concordo.
Não, isto não é um artigo de auto-ajuda, caro leitor.
É uma sensação, de eufórica alegria após ver um filme que me fez chorar litros,
e causou um alívio imenso.
Alívio imediato, parafraseando Humberto Gessinger.
Alívio de bem, e de mal, e daquilo que hadevir-e-euseiquevem.



"Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce, só é mais complicado"
[de As melhores coisas do mundo]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Moonlight Mile

Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.” (Caio F.)

Essa coisa de vida, viver, conhecer, apegar, perder, sempre acaba nos tornando mulheres pessoas cada vez mais frias, traumatizadas, enraizadas em seus medos. Como escudos criados, escondemos o que mais bonito há aqui dentro, e que geralmente se deveria doar: sentimentos. Sim são eles, mais uma vez são eles. Que me fazem ter novamente vontade de escrever, de expandir, de escoar...

No entanto, hoje também são eles que me fazem ter vontade de recuar. Mais seguro. Mais seguro não ter no que se agarrar ... se agarrar naqulino que não seja nada além de teus amigos, tuas noitadas, teus livros, filmes e crises de ansiedade.

Desistir? Não, resignar. Continuar, no entanto, por muito longe, afatastando até quando puder/quiser, aquilo que já foi tão belo, mas que hoje, faz doer. Fez crescer.

domingo, 17 de outubro de 2010

chovia,

Lá fora a chuva cai desde o início da noite. Fria, sozinha, silenciosa.
Aqui dentro, tudo o que não existe é o silêncio. A tv transmite debates(intrigas) políticos. Ao lado da cama, o cachorro rói um antigo rascunho de papel. No computador, 1979 toca baixinho de forma que chegue simplesmte ao coração - este que há tempos não está (como todo o resto) em silêncio.
Ele pulsa, por vezes forte até demais - aquece todo o corpo e contorce a barriga. Ele tenta, incansávelmente respostas para algumas coisas. Por vezes, sofre. Por vezes, canta sorridente e esperançoso.
Mas na maioria das vezes questiona.
Como eu, tornou-se uma interrogação.
Assim, aguarda, silencioso como a chuva, por explicações. Por soluções, por amparo, encontro.
Encontrar-se.
Em seu lugar, em seu destino, em seu pertencimento.

domingo, 18 de julho de 2010

sim, sou piegas p.1

"O amor não é feito de palavrinhas idiotas, é de grandes atitudes.
O amor é sobre aviões levando faixas sobre estádios,
propostas em telões, palavras gigantes escritas no céu.
O amor é ir mais além mesmo que doa deixar tudo para traz,
é encontrar uma coragem dentro de você que você nem sabia que tinha."

Essa frase é de um filme chamado Little Manhattan. Ele é narrado por um menino de uns 11 anos de idade que se apaixona pela primeira vez. No decorrer do filme ele cita coisas deste tipo, sobre o entendimento que ele tem sobre o amor (talvez vendo os pais, os filmes, as novelas, as pessoas começam cedo a idealizar o amor). No filme, o garoto é enfático em tudo que fala sobre esse sentimento que abalou sua vida. Pobre menino, não sabe ele o quanto de coisas novas vai descobrir ainda sobre o amor, e que faixas em aviões e propostas em telões nós só vemos mesmo em filmes. Quanto mais o vivenciamos, menos o entendemos (pelo menos pra mim esse continua sendo o grande mistério da existência – o fato de as pessoas ainda não saberem lidar com o amor, não reconhecer sua imensidão, não respeitar sua grandeza, e por aí vai minha pieguice).

Acho que algumas coisas acabaram com sua essência; primeiro – os filmes! Os filmes nos fazem acreditar num amor que não se encontra aqui, na vida real. Principalmente hoje em dia em que tantos princípios já foram esquecidos. Todos esperam simplesmente por uma grande beleza; mulheres lindas, homens lindos que choram e relacionamentos que duram pela vida inteira sem nenhuma dificuldade. Bom, triste admitir, mas acho que assim só mesmo nas telonas...

Segundo – o jeito que as coisas andam nessa terrinha. Incompreensão, ambição, falta de sensibilidade. Não sei porque, mas as vezes penso que antigamente o amor era levado mais a sério, e não falo só do casamento não – hoje em dia ninguém mais pensa nisso né – mas falo também da importância que existia em se ter um companheiro (a). Hoje outras coisas são mais valorizadas que isso não é mesmo? Status, poder, festas, bebedeiras todos os dias, falar em alma gêmea é piada. Um milhão de garotos, várias gatinhas na lista no celular, e assim segue até o coração pedir arrego (se é que em algum momento ele vai pedir).

Sabe, vez-em-quando penso que deve ser hora de acordar pro mundo real. Mas ainda assim, teimo em acreditar que o amor é o que busco, ele vive aqui, e sim, muito idealizado. Sei que não sou a única que o busca, e por isso, não sou a única que sofre quando não encontra o que procura. Não é só o amor conjugal, mas o amor que vai mudar as pessoas, que vai mudar o mundo, que vai evoluir, que vai pacificar.

O Cazuza disse que o "amor é o ridículo da vida". Obviamente eu discordo, e digo sem medo e sem vergonha de todo esse "desabafo", que quem concorda é porque ainda não o sentiu verdadeiramente.



Termino com essa frase incansável;

“O amor é a única revolução verdadeira”

quinta-feira, 10 de junho de 2010

09:29

Hoje vim contar uma história, afinal tem um episódio desses últimos tempos que não me saí da cabeça.
Tudo começou há mais ou menos quinze anos atrás (nunca me lembro exatamente a data), mas enfim, isso tudo fala basicamente sobre minha melhor amiga de infância, adolescência e juventude.

O motivo do post é o casamento da criatura. No último dia 15 ela trocou alianças com o namorado (e no próximo vai ser seu aniversário). Não sei muito bem o porquê de este fato ter me emocionado tanto. Acho que talvez por especularmos tanto sobre como seria esse dia durante anos e anos; talvez por eu ter sido a madrinha, como havia sido prometido há tanto tempo atrás; talvez por estar junto daquela família, que por algumas vezes foi quase como minha; talvez pelos milhões de deja vus que passaram pela minha cabeça durante aquele sábado a noite em Florianópolis.

Exemplos: Eles começam na infância, nos acampamentos no jardim regados a doces, muitos doces. As aulas de street dance, as aventuras na ponte dos arcos, as travessuras no parque tupã, no mirc. De como ficamos felizes quando escrevemos o nosso primeiro Rap, ou quando aprendíamos uma música nova no violão. As coisas terríveis com professores, milhões de aulas matadas no Henrique Fontes, das aulas de Inglês com musse de maracujá, enfim. Essa pessoa fez parte de um bom período da minha vida, e que isso não se dissipe nunca.

Isso tudo aqui, é só pra que fique registrado a importância que essa indiazinha teve/tem na minha vida, que eu a amo, e que desejo infinitamente, toda a felicidade do mundo.



"And I, want to thank you,
for giving me (some of) the Best days of my life. "

terça-feira, 13 de abril de 2010

um escambau.

Todos os dias, quando saio andando do trabalho - geralmente debaixo de muito sol, mas por vezes, também chuva - meu aparelhinho toca sempre a mesma música. Talvez para celebrar a manhã regada a ansiedade, café (muito café), vários deletes e backspaces, nervosismo e intensidade. Geralmente é assim, e quando não, soa vazio, soa estranho, soa de-sa-cos-tu-ma-do.
Talvez seja preciso uma readaptação das manhãs antigas, sem a correria, sem as teclas batendo, sobre o infinito pensar.
Ou talvez não, seja preciso continuar, continuar continua...
Simplesmente pra que isso não se perca. Para que esse trabalho cotidiano defina-se, encontre-se, evolua, progrida e seja. seja.assim,sempre,
pra quê, desapego?
venço o cansaço e medo do futuro/
no teu abraço é que encontro a cura do mal/
hoje eu acordei e te quis por perto.//

(só uma música perdida nesse noite)

segunda-feira, 15 de março de 2010

- 1989,

Não não não. Fazer aniversário não é apenas uma velinha a mais pra colocar sobre o bolo. Não é apenas um dedo a mais pra contar os anos. Não é apenas aquela c0isa de muito abraço e presentes. Um ano a mais, é muita, mas muita coisa mesmo.
No último sábado, fechei o ciclo de mais um ano dessa minha vidinha. Desde 89, então, fazem 21 verões que habito essa bola azul e verde que chamam de planeta terra, e são 21 verões de muita coisa boa - ah sim, porque o que é ruim eu já deixei pra trás.

O último ano foi bem especial.

Pra começar, consegui um emprego na minha área. Depois de muito pensar, aceitei trabalhar na tv. Sim, na tv! Essa era uma coisa que nunca quis pra mim, mas gosto de ser desafiada e assim, topei. Logo depois, perdi um amigo. Elton foi morar em Curitiba. O lado bom, é ter que mesmo na marra, aprender a lidar com duas coisas terrívelmente chatas - distância e saudade.

Uns meses depois, revista Huga entra no ar, e abre espaço pra mim, e dois grandes queridões conhecermos muita gente legal, fazer muito contato legal e ainda dar uma chance à cultura da cidade.

Em um meio tempo pintei, repintei, cortei, cortei de novo em mudei umas quatro ou cinco vezes o lado que em que prendo o cabelo. Fiz uma grande amizade. Vi um novo lado da minha religião, conheci muitas bandas novas legais e viajei muito, muito mesmo.

Depois de um tempo, eu descobri uma coisa que até então habitava um plano desconhecido pra mim, uma coisa que morava no mundo dos adultos. A chamada realização profissional. É, depois de algumas tentativas frustradas, eis que surge um novo programa na Rstv. Reverb vai ao ar em outubro de 2009, e com ele eu descubro realmente o que é ser feliz fazendo aquilo que a gente gosta. Trabalhar com música diretamente foi uma coisa que sempre quis, um sonho que vem sendo cultivado e regado há anos e anos, e que agora, vingou. A colheita tem sido cada dia mais doce e produtiva. Minha equipe e nosso trabalho hoje é reconhecido em todo o estado, e isso mostra que querer fazer bem feito dá certo sim senhor.

Outro sonho também foi concretizado. Alguém já ouvi falar em Cirque du Solei? Já né. Pois é. EU FUI. E foi simplesmente a noite mais mágica dos últimos tempos. Se chorei? imagiiiina. As lágrimas correram com uma satisfação que eu nunca havia sentido. Como aquela coisa de beijar um amor platônico com a trilha sonora mais linda do mundo no fundo. Quidam devolveu uma coisa de criança, uma coisa de fantasia, um coisa que não esbarrava comigo há tempos atrás, e que agora, renasceu mais forte ainda.

Outra coisa legal foi o casamento da minha prima Fernanda. Aquela coisinha fofinha pequeninha que brincava de barbie comigo, aparece no altar dando a impressão de ser uma daquelas bonecas, lindas e perfeitas que cultivávamos com todo o cuidado em nossas estantes, para nunca quebrar nem estragar. Foi uma cerimônia linda, que fez reaparecer aquele velho clichê, que casamento pode dar certo sim, e o amor pode durar pra sempre sim (por que não?).

Falando ainda em casamento, a última grande notícia foi que os planos de infância vão ser concretizados. Minha indiazinha vai casar, e eu serei a madrinha (como era maquinado desde 1900 e alguma coisa). Não consigo expressar em palavras o quão ansiosa estou por essa cerimônia, e o quão orgulhosa eu tôu por ver essa pessoa tão especial (Dona Mirian de Andrade), realizando o seu grande sonho.

A partir de agora, um novo ciclo de histórias começa. Ele foi inciado em alto estilo, e agradeço imensamente a todos que estiveram comigo durante essa virada - no churrasco, no cachorro-quente, nas bandas de rock, no bolo de domingo, nos abraços e nos telefonemas - afinal, esse tipo de histórias não surgem sozinhas, não é?
e que venham mais 21, e mais 21 e mais 21.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Glosoli.

Todo santo dia tento ir dormir antes da uma da manhã.
Todas as manhas tomo café puro forte e quente, para combater o cansaço.
Todo santo dia tento comer menos, tento ler um pouco mais, tento me preocupar um pouco menos, tento vigiar um pouco mais.
Todos os dias escuto a mesma música, independente de ela estar tocando em algum aparelho que produza som, na cabeça, em algum momento ela aparece, clara e pungente.
Todos os dias são alguns demônios, são alguns temores.
Alguns medos e outros desejos (como já diria o poeta).
É a luta contra o tempo, é a luta contra o cansaço, é a luta contra os limites, as finanças, as cobranças, é a luta contra si mesmo. Contra esse pieguismo, contra a vontade de escrever coisas que não rimam e não casam com a realidade. Mas que pulsam, insistentemente.
Pulsam.
É o desejo de que alguém leia, e compreenda, o medo. O sentimentalismo. O dramatismo, que sem querer, se faz presente em mim, em meu signo pisciano, em algumas borboletas no estômagos, em algumas inseguranças já pré-definidas, em outras-recém-surgidas.
"se soubesse dividir a noite, se quisesse, como dizer, como dizer? a questão era sempre como, e não o que, sim, espelhar-se? sim, re-per-cu-tir-se, sim, qualquer coisa dessas, refletida, por isso mais amena, mais suportável, menos maldita, compartilhada, cúmplice."

Hoje, caminhei sob o sol forte do meio dia em meio a um vento fresco com cara de outono.
Sorri.

Sorri.






terça-feira, 19 de janeiro de 2010


you and I should meet.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

-isso também se chama amor.

Como milhares de músicas que marcaram, e fazem parte de minha vida, hoje, descobri um sentido muito especial para uma delas. A história, foi escrita há alguns bons anos atrás por um menino com quem eu namorei, e por meu amigo Pablo (grande amigo diga-se de passagem).
Desde a primeira vez que a ouvi - tocada no violãozinho por duas vozes tímidas - até hoje ela me causa emoção, arrepio e bem-estar. Até então a letra soava para mim como uma história de amor, mas hoje, em um momento bem íntimo de nostalgia, percebo que esta música, me falava sobre amizade (talvez para quem escreveu não, mas nesse momento ela me apareceu com esse novo sentido, e por estar associada a momentos maravilhos junto à pessoas que construíram uma fase da minha vida, e que quero tão bem - a partir de hoje, é esse sentido que ela sempre terá).
Há muito que desejo escrever sobre/para meus amigos. É uma díficil missão. Mas o desejo vem de querer expressar o quão importante cada um deles foi, e continua sendo na minha vida. Alguns deles, o tempo tratou de afastar, mas cada reencontro é uma alegria diferente.
Tem um foi muito presente em alguns anos dessa tragetória. Com ele dividi momentos, músicas, colas e tarefas da escola. O único problema é que ele é paranóico, e nunca sei se está bravo comigo ou não (quando ele ler, saberá que é pra ele). Pra esse digo uma coisa: sinto imensa alegria de ouvir, mesmo que a quilômetros essa tua voz rouca, e de ti, só guardo coisas boas.
A namorada dele é outra, que ajudou a enfrentar diversas crises, com bom humor e sabedoria. Sinto muitas saudades e digo uma coisa: de ti, só guardo coisas boas.
Eu tenho uma amiga que é muito especial. Crescemos juntas, literalmente. Há cerca de 14 anos uma índiazinha e uma japinha se encontraram no jardim de infância e a partir daí nunca mais se desgrudaram. Foi uma bela história, acampamentos, paixonites, namorados, famílias e por aí vai. Hoje, aquela pequena índiazinha vai casar, e pra ela eu desejo todo o amor e felicidade do mundo, e dela, só guardo coisas boas.
Há um tempo atrás conheci um negão, que ao lado passei por poucas e boas. Depois de um ano de amizade verdadeira consegui um emprego para ele no mesmo departamento em que eu trabalhava. Foram quase dois anos de parceria, brigas e trilhões de gargalhadas. Negão, sinto tua falta e de ti, carrego muita coisa boa.
Ao longo do percurso, há uns cinco anos atrás, esbarrei em um grande baterista. Na época nem tão grande assim, mas com o passar do tempo suas técnicas músicais evoluíram muito, e nossa amizade também. Hoje, ele é um guri bem mais maduro, toca horrores, e eu admiro muito. Espero que essa amizade que hoje está tão forte (mais do que nunca, diria) continue assim, que ele tenha sua música reconhecia, e mais - dele, só guardo coisas boas.
Nessa lista, tem também uma atriz que mexeu comigo. Internet faz coisas, e foi atravéz de um fotolog que surgiu uma amizade real. Festas, confissões, segredos e admiração. Quanta história pra contar, quanta troca de figurinhas, quantos planos, quantas quantas. Menina, sabes que sou tua fã, e de ti, só guardo coisas boas.
Além do negão, tem um que é Black. Todo de preto, alto,magro, e uns 50 piercings na cara. Assim ele estava a primeira vez que o vi, e essa aparência tão exótica chamou a atenção. Depois de conhece-lo, vi que aquela armadura de malvado era apenas merchandising, e que por trás daquilo se escondia um espírito bom e evoluído. Proteção e confiança - assim é que te defino, e de ti só guardo coisas boas.
Tenho também, uma amiga peculiar. Ela apareceu em minha vida dois anos depois de meu nascimento. Não digo que nossas histórias sejam apenas flores, mas digo, que quero cultivar esse jardim. Nosso elo de ligação, com certeza absoluta, é inquebrável, e espero que, com o passar dos anos se fortifique cada vez mais. Essa amiga, a das covinhas nas bochechas - apesar de todas as diferenças e desentendimentos - é a amizade mais importante que tenho na vida. Como diria Pedro Bial, (irmãos) são a melhor ponte com o seu passado, e possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Míni, que tudo de ruim possa ser perdoado, e pra ti repito. De nossa história, só guardo coisas boas (o resto foi pro lixo).
Nos últimos tempos, novas amizades surgiram. Que estas, continuem sem prazo de validade, e daqui um tempo, eu volte aqui, pra escrever sobre elas também.
Mas o texto veio para aqueles que fizeram parte de uma história, de uma fase, de um tempo que se foi, passou. Sem órdem cronológica, sem distinções, sem mais nem menos.


Eu sei que é muito cedo pra tentar arriscar
(não vou deixar...)
Ainda temos muito tempo para melhorar
(tudo acabar...)
As coisas que aconteceram e tudo passou
(não vou deixar...)
Não vou deixar de lembrar do que ficou
(tudo acabar...)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

it's the sun, it's the room, it's the sky


Tem coisas que mostram como a vida é realmente engraçada (tá bem, e complexa também). Tem dias tristes que te fazem refletir, tem a música que inspira e sempre carrega pra algum momento, bom ou não (geralmente bom), tem os sentimentos que são difíceis de entender, tem palavras que iluminam, e tem pessoas que aparecem e fazem tudo perder o sentido; sempre me perguntei se isso é bom ou ruim. Tem também muita coisa que acontece e faz com que o mundo vire de ponta cabeça e te pegue desprevenido sem saber o que fazer em uma segunda-feira de manha com um copo de café na mão e centenas de coisas acontecendo a teu redor em movimento devagar (pronto, divaguei). Perdida, eu diria. Bom, ás vezes é bom se perder um pouco...
As vezes, algumas situações me fazem escrever coisas que não fazem sentido pra absolutamente ninguém, só pra mim. Mas vez-em-quando é bom escrever/devanear, mesmo que estas linhas fiquem eternamente perdidas no cyberspaço sem que ninguém nunca as leia.
Olha, as vezes também acho que minha passagem por essa terrinha também é assim, tem coisas por aqui que não me fazem sentindo algum, e tem as coisas da minha cabeça que não fazem sentido para ninguém. Que paradoxo.
Tem vezes também que penso que nada do eu faço faz sentindo, para ninguém, muito menos à mim mesma.
Quero falar, mas calo.
Quero calar, mas falo.
Quero pensar, mas afasto.
É bom, mas não posso.
É ruim, mas está a disposição.
Muito complicado essa coisa de tomar decisões. Seria mais fácil ter uma opção do que fazer e pronto.
Acho que o maior problema nesse história toda é o mesmo que o de qualquer mulherzinha como eu. Amor assusta sim, não ele em si, mas toda a situação que ele traz consigo. E todas as diferenças entre as pessoas em um relacionamento, e toda a insegurança de e agora, o que vem pela frente? E também toda aquela coisa de, poxa, porque você não entende, e porque não pode ser assim, como eu sinto, e o que a gente sente prevalece, sem nenhuma interferência externa?
No final das contas, tem coisas que a gente não nasce pra entender, e tem coisas que a gente tem que quebrar a cara pra aprender, e tem coisas que só arriscando pra saber. Ui!
(ponto final)


Deixo a trilha, que não pára de tocar por aqui;

terça-feira, 30 de junho de 2009

- simple life

Uma "discussão" na noite de ontem aguçou minha vontade de escrever alguns devaneios por aqui; a frase "eu tenho uma BMW" fez com que minha pessoa parasse e refletisse.
Primeiramente POR QUÊ? Por quê o status é tão importante para essa nossa sociedadezinha? Por quê impuseram em nossas cabeças que tendo um carrão, uma casa com piscina e que alguns mil(hões) nos fariam felizes?
Quando é que o consceito de SER prevalecerá sobre o de TER?
" eu tenho um Porche... eu tenho uma mansão em Nova York....eu tenho uma bolsa nova Vitor Hugo... eu tenho 37 pares de sapato Prada..."
EU! EU! EU!
O que mais você tem? Você tem paz na sua vida? Tem alguém que espere por você com um sorriso no rosto após um dia exaustivo? Tem amor no coração? Sente alegria verdadeira em ser aquilo que é?
Será que nossa terrinha conseguirá se desligar do meterial e do seu enorme ego, e finalemente dar valor às coisas que realmente valem à pena?
Eu espero que sim...
Sem hipocrisia agora; dinheiro é muito bom e eu também quero! Mas o sufiente para ter uma vida tranquila e em paz...
Que não façamos disto - o ter coisas - a razão da nossa existência, e que aprendamos a buscar um sentido real para nossas vidas.

"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Onde eu possa encontrar meu amigos,
meus discos e livros
e nada mais..."

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu quero!

Eu quero, eu quero, eu quero e pronto! Eu tenho "querido" tanta coisa ultimamente que tenho percebido esse lado mimado da vida, de ficar querendo um zilhão de coisas. Parece que são tão difíceis de alcançar. E olha que esses meus desejos não são palpáveis (quer dizer, as vezes sim), não são materiais, não se compram no Imperatriz e nem em nenhum comércio desta localidade.
Eu quero sossego minha gente. Eu quero um final de semana inteiro com o celular desligado, quero dormir e acordar de conchinha nessa cabana. Quero erguer a cabeça e ver um marzão azul olhando pra mim. Eu quero friozinho gostoso pra tomar vinho na janela. Eu quero cafuné pra esquecer que tenho trezentas reportagens para fazer no trabalho e na faculdade. Eu quero risadas entre amigos pra esquecer do livro gigante que me espera. Eu quero compreensão. Quero que as pessoas me olhem e leiam o que diz este olhar. Quero andar devagar pela rua, sem pensar que em cinco minutos estarei atrasada. Quero minha carteira de motorista e um carro numa highway tocando todas as minhas músicas favoritas. Quero ir dormir as quatro da manhã e acordar as duas da tarde. Quero almoçar miojo e x-salada, sem me preocupar com os quilos a mais. Quero tomar cerveja com os amigos sem me preocupar com o horário de amanhã ou a possível ressaca. Eu quero festa boa todo dia, e namorado todo dia, e alegria todo dia. Eu quero realizar o meu atual sonho e quero que as pessoas apreciem ele também...
Eu quero...
Quero que querer seja poder, e assim seja, Em nome do pai, do filho, do espírito santo, AMÉM.


(Depois de 685 dias sem aparecer... voltei! Queria ter mais tempo para isso aqui),

quarta-feira, 29 de abril de 2009

chuta que é macumba,

O tempo correu a manhã inteira mas pra mim parece estar estagnado desde o momento em que acordei, ou melhor, desde o momento em que não durmi na noite passada.
Eu sinto um cansaço grande, que dói as costas e aperta a garganta.
Eu sento, eu levanto, eu ando e ando e ando, mas nada supri a necessidade que tem aqui dentro, e que nem eu mesma sei o que é.
Não importa se tem sol, se tem chuva, por mim podia nevar hoje,
aí então eu veria algo diferente que poderia despertar algum sentimento de felicidade em ver algo novo.
Mas eu gosto mesmo é do velho, do que eu já conheço, do que já me fascinou e que eu sei que vai fazer bem.
Eu sinto uma saudade que não acaba nunca, e não cessa por mais que eu tente.
Eu sinto um amor que não consigo dosar a saída.
Eu sinto uma inexplicável alegria em viver, em querer, em desejar e ter tudo aquilo que me deixa assim.
Mas hoje, a alegria cabe dentro de uma caixinha de fósforos.
Rezarei pro Santo Antonio, pra ver se ele manda o namorado pra me acalmar o coração.
Ou se não, posso rezar pro Santo Agostinho, pra mandar os amigos e dar uma animada.
Quem sabe eu olhe pra lua e reze para o São Jorge. Talvez ele atenda as preces da filha de uma corinthiana, e faça a moça perder a vazio no olhar.
Pelo menos hoje...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

- something cool

Há 46 anos um gene idealista e determinado a mudar o mundo habita o planeta em que vivemos.
Vestindo Che Guevara estampado no peito, jeans rasgado e all star verde musgo, caminha sempre apressadamente pelas ruas de Florianópolis
Os cabelos grisalhos e finos balançam ao vento vindo da beira-mar, e os óculos Ray-ban modelo aviador escondem os olhos cansados da noite mal dormida. As rugas já acentuadas no canto dos olhos contam histórias de guerra, de amor, histórias de superação e aveturas que parecem cenas de filme alemão durante a queda do muro de Berlim. O coração não cabe dentro de si. Ás vezes solitário, ás vezes confuso, e muitas vezes com amor até demais para dar. O corpo não é de todo tamanho, mas é um corpo jovial, que fecha perfeitamente com a cabeça, e que juntos formam uma máquina; é um corpo que protesta. É uma boca que grita pelos direitos das pessoas. São braços que se erguem e sustentam bandeiras. São mãos que já carregaram injustamente algemas. São dedos que seguram charutos a "la Fidel Castro" vez-em-quando. E são dentes que constroem um sorriso fácil. Sorriso esse que desde pequeno, quando ainda menino do Sr. Rogério e Dona Bernardina emana alegria. Um sorriso que hoje, apesar de amarelado por causa dos cigarros, o faz querer fazer algo também, para quem sabe um dia, mudar este mundinho capitalista (como diria ele).
Lá vai aquele homenzinho cheio de coisas pra contar; cheio de conhecimento pra espalhar. Lá vai ele no Scort baleado pela Av. Beira-mar, com seu chapéu de gafieira, e o som do Jimmy Hendrix tocando ao fundo; contraditório e apaixonante.
É ele... o garanhão da Ilha.
Lá vai Sr. Odair Rogério da Silva...
Lá vai, meu pai.